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Rabinho do bebé sem assaduras: o nosso segredo

A maternidade tem-me ensinado muito, nomeadamente que há muita coisa que corre fora do esperado e que as palavras “culpa” e “mãe” andam sempre de mãos dadas.


Mas se há coisa de que me posso gabar e agradecer a todos os anjinhos e estrelinhas é o rabinho santo do JD!


Nestes quase 19 meses de JD, não sabemos o que é uma assadura no rabinho. Pode ser sorte, genética ou um fenómeno do acaso. Eu gosto de acreditar que tenho algum prestígio nisso (já que a culpa é minha quando corre mal então deixem-me acreditar que sou a responsável e gabar-me um bocadinho quando corre bem, ok?).


Por isso hoje venho falar-vos dos fatores que penso que têm contribuído para manter o rabinho do JD livre de assaduras.



A assadura do bebé (ou dermatite ou eritema da fralda) é uma irritação da pele da zona da fralda bastante comum nos bebés. Ocorre em cerca de 50 % dos bebés, tem um pico de incidência entre os 6 e os 12 meses (coincidente com a idade de diversificação alimentar) mas pode afetar qualquer bebé que use fralda, independentemente da sua idade.


A pele do bebé fica vermelha, irritada e mais frágil na zona da fralda (nádegas, coxas e zona genital). Geralmente causa desconforto e dor e por isso o bebé pode ficar irritado e com dificuldade em se acalmar, especialmente, durante a troca de fralda ou no banho, quando se toca na zona afetada.


As principais causas para a assadura da fralda são:

  • Fricção da fralda descartável na pele delicada do bebé

  • Maceração devido à humidade (a pele fica mole, frágil e pálida)

  • Alergia às fraldas descartáveis

  • Contacto prolongado com a urina e/ou fezes

  • Alergia aos cremes, produtos de banho ou toalhetes usados no bebé

  • Infeção secundária por bactérias e fungos

  • Alergia a detergentes e amaciadores usados para lavar a roupa do bebé

  • Fezes mais ácidas devido a determinados alimentos



Depois desta breve introdução vou então revelar-vos aquilo que acho que tem contribuído para que o rabinho do JD se tenha mantido “assadura-free” ao longo destes quase 19 meses.


(Uma ressalva: vou mencionar várias marcas mas este post não é patrocinado por nenhuma delas. São as marcas que tenho utilizado e de que gosto.)



1. Usamos fraldas de pano (maioritariamente)


Sim, usamos fraldas de pano e todos os domingos de manhã vou de balde na cabeça lavá-las ao rio...

Ahah, mentira! Claro que não ando a lavar mousselinas no rio nem no tanque nem as prendo à volta do JD com alfinetes de dama...


As fraldas de pano evoluíram muito desde o tempo em que éramos bebés (se forem da minha geração ou de gerações anteriores – a minha mãe lavava as fraldas à mão e prendia-as em mim com um alfinete de dama). As fraldas de pano de hoje em dia são feitas de materiais altamente absorventes, com revestimentos ou capas impermeáveis, vão à máquina de lavar e de secar e por isso não dão muito mais trabalho do que a roupa normal.


As fraldas de pano são muito mais saudáveis para o rabinho do bebé pois deixam a pele respirar e permitem a manutenção de uma temperatura cerca de 4 ᵒC inferior às fraldas descartáveis (o que para os "tintins" dos rapazes e para a sua fertilidade futura poderá ter um impacto importante).


Para além de mais saudáveis para o rabinho, são mais ecológicas, económicas e são lindas de morrer!


Acredito que este é um fator fundamental para evitar a assadura do bebé. É muito raro encontrar um bebé que use fraldas de pano com problemas no rabinho. Aliás, mesmo para as mães que não utilizem fraldas de pano nos seus bebés por rotina, podem sempre ter uma ou duas fraldas destas para aqueles momentos de crise no rabinho pois a regeneração da pele e tratamento da assadura com uma fralda de pano é muito mais fácil e rápida do que com uma fralda descartável.


Nós não utilizamos fraldas de pano em exclusivo. Vamos alternando as de pano com as descartáveis que usamos durante a noite e para sair, por questões de praticabilidade. Eu sei que é possível usar fraldas de pano em exclusivo e eu adorava ser essa mãe. Mas não sou, até porque não sou eu a única pessoa a tratar do JD. Dou o meu melhor...


Há de facto dias em que as lavagens das fraldas de pano ficam em atraso e o JD acaba por usar fraldas descartáveis praticamente o dia todo e ainda assim, temo-nos mantido sem assaduras. Por isso, talvez hajam outros fatores a ajudar, como os que se seguem.




2. Não usamos toalhitas com detergentes

A grande maioria das toalhitas que se vendem no supermercado têm agentes com ação detergente, perfumes e toneladas de agentes químicos que poderão irritar a pele do bebé. Mesmo as que dizem sensitive ou para pele sensível estão geralmente carregadas de químicos. Os detergentes vão limpar sim, mas vão também remover os lípidos naturais da pele assim como a sua flora natural e facilmente se geram desequilíbrios que aumentam a susceptibilidade da pele do rabinho para as assaduras.


Desde que o JD nasceu, sempre limpámos o rabinho apenas com água. Usamos compressas ou toalhitas de pano embebidas em água e fora de casa usamos toalhitas da marca WaterWipes que são constituídas por 99,9 % de água e 0,1 % de extrato de toranja.



3. Secamos bem o rabinho depois de limpar

Depois de limpar o rabinho do JD com as compressas ou toalhintas embebidas em água uso sempre uma toalha turca (usamos estas do IKEA) para retirar o excesso de humidade que fica. Tento não esfregar para não irritar, uso apenas toques suaves.



4. Usamos cremes naturais para a muda de fralda

Tal como evitamos usar toalhitas com produtos químicos potencialmente irritantes, temos também usado cremes da muda de fralda o mais naturais possíveis. Até agora experimentámos duas marcas e gostamos igualmente de ambas.


Começámos por usar este bálsamo suavizante à base de manteiga de carité e camomila, que é maravilhoso, mas como esteve esgotado uns tempos acabámos por mudar para este bálsamo regenerador da Miristica Biocosmética Vegana, que adoramos igualmente, e temo-nos mantido com este. Contém na sua constituição azeite, manteiga de carité, camomila, alfazema e calêndula e tem a vantagem de ser português e de cheirar muito bem graças aos óleos essenciais.


Além disso, acho que é importante não saturar a pele do bebé com os cremes de muda de fralda. Não coloco em todas as mudas de fralda e não uso quantidades exageradas (uso talvez o equivalente a meia ervilha). Guardo a aplicação do creme para a primeira muda da manhã, depois de uma fralda com cocó, quando sei que vou estar mais tempo sem mudar a fralda (se vamos sair) e antes de dormir.


Estes cremes podem ser mais caros que os comuns de supermercado mas acredito que compensa bastante o facto de serem naturais, biológicos e mesmo muito eficazes na prevenção e tratamento da assadura. O JD nunca esteve assado mas já tem acontecido ficar um nadinha vermelho se fica mais tempo em contacto com o cocó. Basta usar um pouco de qualquer um destes cremes que na próxima muda de fralda o rabinho já está impecável outra vez. E duram imenso! Nestes 19 meses penso que comprámos apenas 2 frascos de cada.




5. Bebé saudável

O JD tem sido uma criança saudável, claro com pequenas maleitas típicas de criança como as constipações e um episódio de bronquilite viral que felizmente tão depressa veio como foi. Mas felizmente até agora nunca precisou de tomar antibiótico (que podem alterar a flora e e contribuir para o desenvolvimento de assaduras).


O facto de ter um sistema imunitário que aparentemente é eficaz pode também contribuir para a prevenção do aparecimento de assaduras pois a colonização por bactérias e fungos é mais difícil. E ser um bebé amamentado pode também fazer a diferença pois é sabido que o leite materno tem um papel fundamental no reforço e desenvolvimento das defesas do bebé.


Quando ocorre a diversificação alimentar podem mais facilmente ocorrer assaduras no rabinho dos bebés pois pode haver alterações do pH das fezes e urina. Pode também haver uma reação alérgica ou de intolerância a determinado alimento que se manisfeste através de assadura no rabinho. Felizmente nunca nos aconteceu, o JD nunca fez nenhuma reação a nenhum alimento.


Pode também haver intolerância à lactose no bebé e este reagir se a mãe beber leite de vaca (nós não bebemos, como sabem).


Os bebés amamentados também podem fazer reação a determinados alimentos que a mãe coma por alteração do pH das fezes. Parece que os mais comuns são a beterraba, o limão, a laranja, o tomate e o morango. Sempre comi de todos e nunca nos aconteceu felizmente. Aqui penso que é mesmo uma questão de sorte e genética.




Gostava de poder acrescentar um ponto 6. que seria “Mudo a fralda com frequência ao meu bebé”, mas disto não me posso gabar (lá vem a culpa...).


O JD detesta mudar a fralda. É um terror! Já experimentámos todas as estratégias para tornar esses momentos mais agradáveis (mudar com ele deitado, mudar com ele em pé, mudar com ele em andamento, mudar na cama, mudar no fraldário, mudar no chão, cantar, usar brinquedos para o distrair, etc, etc...) e não há soluções milagrosas. Como tal, mudar a fralda é daquelas tarefas que menos gosto, não pelo acto em sim ou pelos “presentes” agradáveis com que nos presenteia, mas mesmo porque é um suplício tentar mudar a fralda a um bebé que se revira todo, que quase faz a ponte e o pino em fracções de segundo!

Por isso confesso, a procrastinação da muda da fralda às vezes é levada ao limite por aqui...



Posto isto, é certinho que depois deste “gabanso” todo de mãe o JD vai ter uma assadura daquelas, só para me calar! Esperemos que não, ahaha!



Espero que esta partilha vos seja útil.


Até breve,

Joana

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