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Entrevista ao pai: ele (não) tem medo

Atualizado: 19 de Mar de 2018


Hoje, Dia do Pai, achei que seria interessante trazer o pai do JD para o blog numa pequena entrevista e dar-vos a conhecer um pouco mais do homem que está muitas vezes aqui nos "bastidores" a ajudar-me.


Afinal, o que sente o pai? Será que ele tem medos e inseguranças? Será que é mesmo o rochedo que aparenta ser?


Não foi fácil convencê-lo a participar nesta entrevista e arrancar-lhe mais do que "sim" ou "não" como respostas...


Tentei que ele falasse dos seus medos e inseguranças mas ele mantém-se um rochedo. Talvez ele o seja mesmo...


Fotografia de Patrícia Ferreira


O que é para ti mais dificil em ser pai?

Aturar a mãe!...(risos)

O mais difícil é conciliar os horários do meu trabalho com as coisas que fazem parte da rotina do JD (o banho, o jantar, etc).



O que sentes mais falta dos tempos em que ainda não eras pai?

Sinto falta de tempo para mim, para jogar (sabes que eu gosto...), para ir ao café com a malta, para dormir mais...



Fotografia de Patrícia Ferreira



Ao contrário de mim (que tenho muitas inseguranças enquanto mãe) tu pareces sempre tão seguro enquanto pai. Essa segurança é real ou também sentes medos?

É real, medo de quê?


Não tens medo de falhar? Achas que estás a fazer tudo bem enquanto pai?

Eu acho que está a correr tudo bem, não tenho medo...


Nem mesmo medo da adolescência, das drogas, do álcool...?

Medo de quê? Eu também passei por isso tudo e estou aqui...





Sabes que eu leio muito sobre parentalidade e estou sempre à procura de fundamentos para as minhas escolhas, enquanto que tu não lês nada sobre o tema. Como é que sabes que estás a fazer a coisa certa enquanto pai? Onde vais buscar essa segurança?

Sigo o meu instinto. Lembro-me de como os meus pais me educaram e uso isso.


Mas quando eu não concordo com a forma tradicional de educar e tento impor as minhas escolhas de parentalidade consciente e positiva (respeitadora, sem gritos, sem castigos, sem palmadas, com compreensão...) tu não te opões. Porquê?

Porque confio em ti.


Mesmo quando vai contra aquilo que o teu instinto te diz e aquilo que conheces da educação que recebeste?

Sim, eu confio em ti...


Fotografia de Patrícia Ferreira



Eu e o JD temos uma relação muito próxima e ele é muito dependente de mim (também pela questão da amamentação) e às vezes pode parecer que ficas um bocadinho de fora. Como é que isso te faz sentir?

Acho que é natural...

Mesmo que ele esteja sempre a querer o teu colo e a pedir mama, acho que é normal. Eu sinto que também tenho uma relação muito próxima com ele, à nossa maneira.



Eu sei que tu sentes que há algumas injustiças para com os pais em relação às mães na sociedade. Queres falar sobre isso?

Sim, acho que somos descriminados! A lei não nos protege, dá sempre primazia às mães. Vocês têm mais tempo de licença, têm mais direitos, ficam com a custódia dos filhos em caso de separação na grande maioria das vezes...

Nos hospitais, só pode entrar um e claro, vai sempre a mãe...Não é justo para o pai!

E no parto, demoraram muito tempo a deixar-me entrar, fiquei ali na sala de espera sem saber de nada e ninguém se importou com o pai...


E quando te mandaram sair no parto para usar a ventosa e não pudeste cortar o cordão umbilical, como te sentiste?

Fiquei revoltado!


Gostavas que isso mudasse num próximo parto?

Será o que tiver de ser. Nós não temos grande controlo sobre isso...





No trabalho com os colegas vocês partilham experiências sobre os filhos?

Sim, falamos dos filhos às vezes. Falamos sobretudo de quando se portam mal (risos...).


E não desabafam sobre as vossas dificuldades?

Não, isso é coisa de mulher...Quer dizer, também comentamos que queríamos dormir mais...





E o Dia do Pai, é importante para ti?

É indiferente, é mais uma coisa comercial...

Quer dizer, em ambiente familiar gosto que seja lembrado...



Em algum momento te arrependeste de ter tido um filho?

Não.


Mesmo com as dificuldades todas e com as nossas discussões mais frequentes e menos tempo para ti e para namorarmos?

Sim. Mesmo com todas as chatices, foi o melhor que fizemos...




Este é o pai do JD. O nosso rochedo.





Um pouco da nossa história

Eu e o João conhecemo-nos no verão de 2001, numa festa da terrinha, junto aos carrinhos de choque, eu tinha 16 anos e ele 20. O nosso olhar cruzou-se e o mundo parou à nossa volta. Naquele momento nasceu um amor para toda a vida.

Ele sempre quis ser pai e esperou que eu concluísse o meu percurso académico e me encontrasse profissionalmente para darmos o passo.

Não somos o casal perfeito. Discutimos, gritamos, ralhamos...Mas depressa fica tudo bem de novo, sobretudo graças à sua capacidade de deixar ir, de perdoar...

Apesar de às vezes só me apetecer bater-lhe quando me divido entre trabalho e dar maminha noite dentro enquanto ele está confortavelmente sentado no sofá a jogar Playstation (arrwwww...), eu sei que ele é o melhor pai que o JD poderia ter. É um pai carinhoso, muito presente, que cuida de nós sempre!

Ele é homem de poucas palavras no que toca à expressão dos seus sentimentos, mas sabe usar as frases mais bonitas no momento certo. E sim, ele também chora (aconteceu muito poucas vezes mas aconteceu...). Apesar de ter um coração puro e bom, ele é de facto o nosso rochedo, sobretudo o meu...



Espero que tenham gostado de o conhecer.


Até breve,

Joana



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