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10 Dicas para uma Vida mais Saudável - Parte I: Saúde Emocional

Se têm vindo a seguir o blog já se devem ter apercebido em como sou uma apaixonada pela nutrição natural e comida saudável e como a mudança dos meus hábitos alimentares me ajudou a resolver vários problemas de saúde.

Mas na realidade, um estado de plena saúde depende de muito mais do que de boa nutrição. Há muitos outros fatores que têm grande influência na forma como nos sentimos e no desempenho do nosso corpo. Por isso, nesta e na próxima semanas partilho convosco 10 dicas que poderão facilmente aplicar no vosso dia a dia e que, tal como a mim, vos poderão ajudar a melhorar a vossa saúde. ​


Vejo a saúde como um puzzle, composto por várias peças que encaixam na perfeição entre si. Se uma faltar ou se não encaixar perfeitamente, o puzzle não fica completo e a sua beleza dificilmente poderá ser contemplada.

Muitas vezes pensamos na saúde como um estado físico mas na realidade a nossa saúde emocional poderá ter tanto ou mais impato na forma como nos sentimos. Dividi as 10 dicas em 5 dicas que vos poderão ajudar na vossa saúde física e 5 dicas que vos poderão auxiliar na vossa saúde emocional. Esta semana vamos focarmo-nos na saúde emocional. ​


​5 Dicas para uma melhor saúde emocional

1. Façam o que gostam Conhecem aquele provérbio do filósofo chinês Confucius "Faz o que gostas e não terás de trabalhar nem mais um dia da tua vida."? Sabem que mais? Não é apenas um ditado, é realidade! Quantos de nós não é feliz com o trabalho que tem mas vive em conformidade com a ideia que trabalho é mesmo assim, é para se fazer e não para se gostar...

Mas não tem de ser assim! Não temos de desperdiçar as nossas vidas a fazer algo que não gostamos só porque foi para aquilo que estudamos e que investimos ou porque é o trabalho que paga melhor ou tem mais reputação social. Reflitam convosco próprios sobre o que é mais importante para vocês: as coisas que vão poder comprar com aquilo que ganham num trabalho que apesar de não vos fazer feliz dá-vos um bom rendimento, ou o sentimento de liberdade e de realização pessoal ao fazer algo pelo qual são realmente apaixonados, tão apaixonados que fazê-lo parece mais uma brincadeira ou um passatempo do que um trabalho a sério?

Para alguns de vós a reputação e um bom rendimento poderão ser factores importantes, e não há nada de errado nisso, desde que seja isso que vos faça felizes. Mas outros de vós, tal como já me aconteceu a mim, podem estar a sentir-se encurralados, presos a um trabalho que não gostam mas que se sentem obrigados a fazer. E esse pode estar a ser o travão para atingirem o vosso estado pleno de saúde.

Se sentem que devem mudar então façam-no, Tomem responsabilidade pela vossa saúde emocional. Tomem controlo das vossas vidas! Procurem a vossa verdadeira paixão, aquilo que vos disperta constantemente a curiosidade. 

Este é um tema a que sem dúvida voltarei aqui no blog. Fiquem atentos. ​


​2. Respeitem a vossa personalidade ​A sociedade está desenhada maioritariamente para os extrovertidos. Na escola e no trabalho somos estimulados (ou mesmo forçados) a trabalhar em grupo. Somos colocados em escritórios com várias pessoas ou mesmo em "open spaces". A capacidade de falar em público, de enfrentar multidões, de ter capacidade de argumentação, de controlar a nossa linguagem corporal para fazer passar determinada mensagem (mesmo que não seja honesta) é estimulada e aplaudida. E o desejo de estar só ou de fazer algo sozinho é muitas vezes rotulado incorretamente como fobia social.

Durante muito tempo senti-me desadequada por gostar de passar tempo sozinha ou por me sentir mais confortável em fazer um trabalho individual do que em grupo. A sociedade e a educação que recebi fez-me acreditar que sofria de alguma espécie de fobia social e sentia pena de mim própria e mesmo uma certa revolta por ser assim.

Felizmente compreendi que não sofro de fobia social nem sou desadequada. Sou assim. Sou introvertida. E os introvertidos precisam do seu espaço e dos seus momentos de solidão. É nesse espaço que têm a melhor performance. É nesse espaço que conseguem ser quem são verdadeiramente. É nesse espaço que atingem o auge da sua criatividade e sensibilidade.

Não há nada de errado em ser introvertido da mesma forma que não há nada de errado em ser extrovertido. Infelizmente a nossa sociedade não está prepararda ainda para aceitar as duas facetas humanas de igual forma e é mais confortável para nós colocar rótulos para quem parece sair da norma ou do expectável. Mas isso pode mudar e tudo começa em cada um de nós. Sejam introvertidos sejam extrovertidos, expressem as vossas vontades, os vossos desejos, o que é mais confortável para vocês e o que vos permite ser a melhor versão de vocês próprios.

Podem ouvir mais sobre este tema neste vídeo da TED talk aqui.


3. Reduzam o stress O stress: essa invenção do século XX, que veio para ficar e que está a arruinar as nossas vidas...Apesar de não se ver, o stress é real e traduz-se em fenómenos fisiológicos bem determinados cujas consequências já são bem conhecidas e estudadas. O stress é já reconhecido como um dos fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e não só.

Entre outros fenómenos fisiológicos, o stress tem grande impato no nosso ritmo respiratório (e o ritmo respiratório tem grande impato no nosso stress). Respiração superficial, pouco profunda e acelerada é um sinal típico de stress. Este tipo de respiração diminui a oxigenação do sangue, dificultado a eliminação de metabolitos tóxicos do nosso organismo, e estimula a produção de "moléculas de stress" (entre elas o cortisol), o que a longo prazo trará consequências negativas para a nossa saúde.

Existem inúmeras formas de controlar e reduzir o stress no vosso dia a dia. Evitem colocarem-se em situações que sabem trazer-vos stress. Munam-se de ferramentas que vos ajudem a gerir e a reduzir esse mesmo stress. Yoga, meditação, exercíco físico, parar para respirar fundo três vezes, contar até 10, comer mais produtos de origem vegetal em detrimento dos de origem animal são medidas práticas e simples que podem fazer toda a diferença. ​



4. Riam mais Costuma-se dizer que rir é o melhor remédio. Na realidade, rir pode mesmo ajudar! Rir desencadeia uma cascata de processos fisiológicos que culminam com a libertação de substâncias no nosso cérebro (as famosas endorfinas) que nos ajudam a sentirmo-nos bem. 

Mas por vezes estamos tão envolvidos nos nossos afazeres do dia a dia que nos esquecemo-nos de uma coisa tão simples que nos pode ajudar tanto. Rir pode ajudar a prevenir ou aliviar estados depressivos, ansiedade, variações de humor e até mesmo a dor crónica.

Existem várias estratégias para rir mais durante o dia. Podem ouvir um programa de comédia na rádio ou ler uma anedota no jornal. Podem até fazer um pequeno diário de bolso com episódios caricatos pelos quais já tenham passado ou que tenham assistido e relê-los sempre que sintam necessidade disso. Podem desenvolver o reflexo ter sempre um sorriso nos lábios e de rir das vossas próprias peripécias ou embaraços. Tropeçaram numa pedra solta da calçada a caminho do trabalho no meio da multidão. Porquê ficar chateado e constrangido? Riam-se! Desfrutem do facto de não serem perfeitos, de serem humanos e não robôs!

Uma das minhas estratégias preferidas (diria infalível) para os momentos em que estou mais em baixo e depressa esquecer-me de tudo e soltar umas boas gargalhadas é procurar videos engraçados de gatos na internet. Se gostam de gatos e da sua forma genuína de serem trapalhões procurem "funny cats" no youtube e preparem-se para uma boa risada. Por alguma razão é o tema mais procurado...

​5. Pratiquem o amor próprio Esta é talvez a mais importante das 5 dicas que vos trago e aquela que acho absolutamente essencial para melhorarem a vossa saúde. Sem amor próprio qualquer mudança positiva torna-se muito mais dificil de ocorrer. Por outro lado, ao encontrarem o vosso amor próprio, tudo o resto se reencaminhará naturalmente.

Por questões culturais somos educados a não fazer qualquer manifestação de amor próprio. Essas manifestações tendem a ser confundidas erradamente com egoismo, egocentrismo ou mesmo futilidade. Aprendemos a viver para os outros e a deixar para trás as nossas necessidades próprias. E facilmente começamos a sentir a necessidade de preencher o vazio gerado pela falta de amor próprio com outras coisas secundárias como bens materiais, hábitos menos saudáveis, adições ou relações não frutíferas.

Ninguém poderá dar aos outros se não der a si primeiro. Ninguém poderá amar e cuidar de alguém se não se amar e cuidar a si em primeiro lugar. Coloquem-se no topo das vossas prioridades. Virem costas ao sentimento de culpa do falso egoismo. Olhem-se ao espelho e contemplem a vossa beleza. Reflitam e admirem a vossa inteligência e a vossa integridade. E se há algo quem não gostam em vocês ou nas vossas vidas, amem-se ainda mais e mudem esse aspeto que não gostam para que se possam tornar-se em alguém ainda mais apaixonante. ​


Estas são as primeiras 5 dicas que me ocorrem quando penso em saúde emocional e quando reflito sobre o que de facto me tem ajudado a sentir-me melhor comigo mesma e a sentir-me mais saudável! Espero que retirem daqui algo que vos seja útil e que vos inspire a tornarem-se na melhor versão de vós próprios.

E não percam na próxima semana as 5 Dicas para uma Melhor Saúde Física aqui na rúbrica More Info Mondays!

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